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Eclipse Solar Anular de 17 de fevereiro de 2026: O Anel de Fogo do Fim do Mundo

Em 17 de fevereiro de 2026, um dos fenômenos astronômicos mais raros e fascinantes acontecerá em um dos lugares mais remotos do planeta. Um eclipse solar anular — conhecido como “anel de fogo” — transformará o céu da Antártica em um espetáculo celestial único. Porém, há um detalhe: quase ninguém vai ver isso ao vivo. A localização extrema torna este evento astronômico tão espetacular quanto inacessível. Assim, prepare-se para descobrir tudo sobre esse eclipse extraordinário que mais pinguins do que pessoas presenciarão.

Eclipse solar anular observado do solo em 14 de outubro de 2023, mostrando o Sol como um anel de luz conhecido como anel de fogo durante o alinhamento com a Lua.
Eclipse solar anular de 14 de outubro de 2023 registrado do solo mostra o famoso “anel de fogo”, quando a Lua cobre o centro do Sol e deixa apenas um círculo luminoso visível no céu. Crédito: Kevin Baird.

O Que É Um Eclipse Solar Anular?

Antes de mergulharmos nos detalhes deste evento específico, vamos entender o fenômeno. Um eclipse solar anular acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas está em um ponto mais distante de sua órbita. Dessa forma, ela parece ligeiramente menor que o disco solar e não consegue cobri-lo completamente.

O resultado? Um anel brilhante de luz solar ao redor da silhueta lunar — o famoso “anel de fogo”. No eclipse de fevereiro de 2026, a Lua cobrirá impressionantes 96% da superfície solar visível, criando um dos anéis mais dramáticos e finos possíveis. Portanto, mesmo sendo tecnicamente “parcial”, este eclipse promete ser visualmente impactante para os poucos sortudos que conseguirem observá-lo.

Além disso, é importante destacar que eclipses anulares nunca devem ser observados diretamente sem proteção adequada. Mesmo com o Sol majoritariamente encoberto, a luz restante ainda pode causar danos permanentes aos olhos.

Ilustração comparativa mostrando a diferença entre eclipse lunar e solar. No eclipse solar, a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o planeta. Já no eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que a Lua fique avermelhada devido à dispersão da luz na atmosfera terrestre. A imagem destaca o alinhamento dos corpos celestes e o efeito visual de cada

Quando e Onde Observar o Eclipse

Horários do Fenômeno

De acordo com dados astronômicos, o eclipse seguirá a seguinte linha do tempo em horário GMT:

  • Início do eclipse parcial: 09:56 GMT
  • Início da anularidade: 11:42 GMT
  • Máximo do eclipse: 12:12 GMT
  • Fim da anularidade: 12:41 GMT
  • Fim do eclipse parcial: 14:27 GMT

Vale lembrar que esses horários variam conforme a localização específica. Cada ponto dentro do trajeto do eclipse experimentará o fenômeno em momentos diferentes. Portanto, se você planeja observar (mesmo remotamente), é fundamental verificar os horários locais com ferramentas especializadas.

Mapa mundial mostrando o trajeto do eclipse solar de 17 de fevereiro de 2026, com a faixa de anularidade destacada sobre a Antártica e áreas oceânicas do Hemisfério Sul.
Mapa do trajeto do eclipse solar de 17 de fevereiro de 2026 destaca a faixa de anularidade, onde será possível observar o anel de fogo, passando pela Antártica e regiões oceânicas adjacentes. Crédito: Vito Technology, Inc.

A Faixa de Anularidade: Um Deserto Gelado

Aqui está o grande desafio: a faixa onde o “anel de fogo” será visível cruza exclusivamente a Antártica remota e áreas oceânicas próximas. Com cerca de 616 km de largura — considerada ampla para padrões de eclipses —, essa faixa ainda assim atravessa uma das regiões mais inóspitas do planeta.

Segundo informações astronômicas, apenas dois locais habitados têm chance real de observação:

Estação Mirny: Com duração de 1 minuto e 52 segundos de anularidade, às 12:07 GMT, o Sol estará a apenas 10° acima do horizonte.

Estação de Pesquisa Concordia: Oferecendo 2 minutos e 1 segundo de anel de fogo, às 11:46 GMT, com o Sol ainda mais baixo — cerca de 5° acima do horizonte.

Enquanto isso, a posição solar extremamente baixa significa que condições climáticas, neblina e o próprio relevo antártico serão fatores decisivos. Assim, mesmo nas melhores localizações, a observação não está garantida.

Eclipse Parcial: Uma Opção Mais Acessível (Mas Ainda Difícil)

Para quem não está na faixa de anularidade, ainda há esperança de ver algo especial. Um eclipse solar parcial será visível em:

  • Grande parte da Antártica
  • Extremo sul da América do Sul
  • Partes do sul da África
  • Vastas regiões oceânicas do Hemisfério Sul

Nessas áreas, o Sol parecerá ter levado uma “mordida” da Lua, embora sem formar o anel completo. Contudo, mesmo essa visão parcial requer estar em regiões específicas do planeta. Portanto, se você mora na América do Norte, Europa ou Ásia, este eclipse simplesmente não será visível do seu local.

Existem três tipos principais de eclipse solar: total, parcial e anular. No eclipse total, a Lua bloqueia completamente a luz do Sol, deixando apenas a coroa solar visível. Já no eclipse parcial, apenas uma parte do Sol é encoberta pela Lua. No eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra e não cobre totalmente o Sol, formando um anel de luz ao redor. Ao entender a diferença entre eclipse lunar e solar, fica mais fácil visualizar como cada fenômeno ocorre e quando poderão ser vistos no céu.
Eclipse solar parcial observado ao nascer do Sol ao lado do Capitólio dos Estados Unidos, em Arlington, Virgínia, em 10 de junho de 2021, com parte do disco solar encoberto pela Lua.
Eclipse solar parcial registrado ao nascer do Sol em 10 de junho de 2021, visto de Arlington, na Virgínia, com o Capitólio dos Estados Unidos ao fundo. Naquele dia, o eclipse anular, conhecido como anel de fogo, foi visível apenas em regiões da Groenlândia, norte da Rússia e Canadá. Crédito: NASA / Bill Ingalls.

Por Que Este Eclipse É Tão Especial?

Um Espetáculo Para Pinguins

A ironia deste eclipse é deliciosa: trata-se de um dos eventos astronômicos mais dramáticos dos próximos anos, mas acontecerá em um lugar onde praticamente ninguém vive. Dessa forma, os principais espectadores serão, literalmente, colônias de pinguins e focas. Além disso, as poucas dezenas de cientistas nas estações de pesquisa terão uma experiência verdadeiramente única na vida.

Início de Uma Sequência Rara

Este eclipse marca o começo de três eclipses anulares consecutivos:

  • 17 de fevereiro de 2026: Antártica (o prelúdio gelado)
  • 6 de fevereiro de 2027: Trajeto pelo Atlântico até a África (muito mais acessível)
  • 26 de janeiro de 2028: Galápagos e Espanha (perfeito para turismo astronômico)

Portanto, se você perder este primeiro evento, terá outras chances nos próximos anos — em localizações bem mais hospitaleiras.

Fotografia e Ciência em Condições Extremas

Para fotógrafos profissionais e equipes científicas, este eclipse representa uma oportunidade extraordinária. A combinação de um fenômeno astronômico raro com paisagens polares dramáticas cria possibilidades únicas de registro. Além disso, o Sol baixo no horizonte durante o eclipse pode produzir efeitos visuais impossíveis de reproduzir em outras latitudes.

Eclipse solar anular formando um anel de fogo no céu ao pôr do Sol, refletido sobre uma paisagem gelada com padrões circulares no gelo, criando um cenário dramático e surreal.
Eclipse Solar Anular de 17 de fevereiro de 2026: O Anel de Fogo do Fim do Mundo

Como Acompanhar o Eclipse de Casa

Felizmente, na era digital, você não precisa viajar até o fim do mundo para testemunhar este evento. Diversas opções estão disponíveis:

Aplicativos especializados: Ferramentas como o Eclipse Guide oferecem mapas interativos, animações do trajeto e alertas personalizados para sua localização.

Transmissões ao vivo: Próximo à data, estações de pesquisa e organizações astronômicas provavelmente farão transmissões online do fenômeno.

Mapas e simulações: Recursos visuais permitem acompanhar o eclipse em tempo real, mesmo à distância.

Dessa forma, mesmo ficando no conforto de casa, você pode fazer parte deste momento astronômico histórico.

Eclipse solar de março de 2015 mostrando a diferença entre a penumbra, com eclipse parcial, e a umbra, onde a Lua cobre completamente o Sol, em imagem registrada pela NASA.
Eclipse solar registrado em março de 2015 mostra, à esquerda, a região de penumbra com eclipse parcial e, à direita, a umbra, onde a Lua bloqueia totalmente o Sol. Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center.

Segurança: Nunca Olhe Diretamente

Independentemente do tipo de eclipse, uma regra é absoluta: nunca observe o Sol diretamente sem proteção adequada. Mesmo durante um eclipse anular, quando 96% do disco solar está coberto, os 4% restantes emitem radiação suficiente para causar danos permanentes à retina.

Portanto, sempre use:

  • Óculos de eclipse certificados ISO 12312-2
  • Filtros solares adequados para telescópios e binóculos
  • Métodos de observação indireta (como projeção)

Além disso, smartphones, câmeras e outros dispositivos ópticos também precisam de filtros especiais. Sem proteção, você arrisca não apenas sua visão, mas também danificar o equipamento.

Pessoas observam o eclipse solar de 21 de agosto de 2017 no Marshall Space Flight Center, no Alabama, com quase todo o disco solar encoberto pela Lua durante a ocultação de 97%.
Mulheres observam o eclipse solar com Óculos de eclipse de 21 de agosto de 2017 no Marshall Space Flight Center, no Alabama. Na região de Huntsville, a Lua bloqueou cerca de 97% do Sol, produzindo um dos eventos astronômicos mais marcantes já vistos nos Estados Unidos. Crédito: NASA / Marshall Space Flight Center.

O Próximo Eclipse: Mais Acessível e Igualmente Fascinante

Se a ideia de viajar à Antártica não cabe no seu orçamento (nem no seu amor por temperaturas amenas), há boas notícias. Em 12 de agosto de 2026, acontecerá um eclipse solar total visível de partes da Rússia, Groenlândia, Islândia e Espanha, com uma fase total de 2 minutos e 18 segundos.

Enquanto isso, em 2 a 3 de março de 2026 — antes mesmo do eclipse anular — ocorrerá um eclipse lunar total (Lua de Sangue) visível para mais de 3 milhões de pessoas na América do Norte, Japão, Sudeste Asiático, China, Índia e outras regiões. Assim, os próximos meses prometem ser especialmente ricos em fenômenos astronômicos.

Quando a Astronomia Nos Leva aos Extremos

O eclipse solar anular de 17 de fevereiro de 2026 nos lembra que os fenômenos mais espetaculares da natureza nem sempre acontecem nos lugares mais convenientes. Contudo, essa inacessibilidade também confere ao evento um caráter único e quase mítico. Pouquíssimas pessoas testemunharão o anel de fogo sobre as paisagens geladas da Antártica, mas todos podemos apreciar a beleza matemática e cósmica desse alinhamento perfeito.

Afinal, será que a raridade e o isolamento tornam este eclipse ainda mais valioso? Ou você prefere esperar pelas versões mais acessíveis de 2027 e 2028?

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Perguntas Frequentes Sobre O Eclipse Solar de 17 de fevereiro de 2026

Qual a diferença entre eclipse anular e total?

No eclipse total, a Lua cobre completamente o Sol, revelando a coroa solar. Já no eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra, parece menor e deixa um “anel de fogo” de luz ao redor do Sol.

Onde o anel de fogo será visível em 2026?

O eclipse anular de 2026 será visível apenas na Antártica remota e em áreas oceânicas próximas, com destaque para regiões próximas às estações de pesquisa Mirny e Concordia.

É seguro olhar o eclipse sem proteção?

Não. Nunca observe um eclipse solar diretamente sem óculos de eclipse certificados ISO 12312-2. A observação sem proteção pode causar danos permanentes à visão.

Vai escurecer como em um eclipse total?

Não completamente. A luminosidade diminuirá bastante, mas não ficará escuro como noite, pois uma parte do Sol continuará visível durante o eclipse anular.

Como posso acompanhar o eclipse se não estiver na zona de visibilidade?

Você pode usar aplicativos astronômicos como o Eclipse Guide ou acompanhar transmissões ao vivo, que costumam ser feitas por estações de pesquisa e observatórios.

Quando será o próximo eclipse depois deste?

O próximo grande evento será um eclipse solar total em 12 de agosto de 2026, visível em partes da Europa, como Espanha e Islândia, além de regiões da Rússia.

Posso usar meu celular para fotografar o eclipse?

Sim, mas apenas com um filtro solar adequado. Fotografar o Sol sem proteção pode danificar a câmera do celular e também seus olhos ao enquadrar a imagem.

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Externos

Fonte: Artigo “Solar Eclipses: 2021 – 2030” Publicado em eclipse.gsfc.nasa.gov

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