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Planetas do Sistema Solar: Quantos São e Quais os Seus Nomes

Você já parou para pensar quantos mundos orbitam nossa estrela? O Sistema Solar é um dos temas mais fascinantes da astronomia e desperta curiosidade em pessoas de todas as idades. Afinal, quantos planetas existem no Sistema Solar e quais são seus nomes? Prepare-se para uma viagem pelo nosso bairro cósmico e descubra as maravilhas que existem além da Terra.

Representação artística detalhada do sistema solar, com planetas vibrantes em suas cores características, incluindo Saturno com seus anéis, Júpiter com as faixas de nuvens e outros planetas, destacando as órbitas e as características únicas de cada um

Quantos Planetas Existem no Sistema Solar?

Atualmente, o Sistema Solar é composto por oito planetas principais. Essa definição foi estabelecida em 2006, quando a União Astronômica Internacional redefiniu os critérios para classificação planetária. Portanto, Plutão perdeu seu status de nono planeta e passou a ser considerado um planeta anão.

Os oito planetas do Sistema Solar são divididos em dois grupos distintos: os rochosos e os gasosos. Além disso, cada um possui características únicas que os tornam fascinantes objetos de estudo.

Representação gráfica do sistema solar, destacando os corpos celestes, incluindo os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) próximos ao Sol e os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) mais distantes. A ilustração mostra as órbitas dos planetas, com uma diferença clara entre os planetas rochosos, representados por tons mais sólidos, e os gasosos, com suas atmosferas coloridas e expansivas.

Os Planetas Rochosos: Os Quatro Mundos Mais Próximos do Sol

Os quatro primeiros planetas são conhecidos como rochosos ou telúricos. Assim, eles possuem superfície sólida e são relativamente pequenos quando comparados aos gigantes gasosos.

Mercúrio: O Pequeno Gigante de Crateras

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar e o mais próximo do Sol. Dessa forma, ele completa uma órbita em apenas 88 dias terrestres. Sua superfície é repleta de crateras, lembrando nossa Lua, e não possui atmosfera significativa para protegê-lo dos impactos de meteoros.

Curiosamente, apesar de sua proximidade ao Sol, Mercúrio não é o planeta mais quente. Segundo a NASA, as temperaturas podem variar drasticamente entre o dia e a noite, chegando a extremos de 430°C durante o dia e -180°C à noite.

Foto do Planeta Mercúrio tirada pela sonda MESSENGER da NASA, mostrando a superfície do planeta com detalhes impressionantes. A imagem revela características geológicas do planeta, como crateras e vastas planícies, proporcionando uma visão única do planeta mais próximo do Sol."
Antes de colidir com a superfície de Mercúrio, a sonda MESSENGER enviou um glorioso arquivo visual de volta à Terra. Aqui está o que a sonda nos ensinou sobre Mercúrio antes de morrer.

Vênus: O Planeta Mais Quente e Misterioso

Conhecido como o “planeta irmão” da Terra devido ao tamanho semelhante, Vênus possui uma atmosfera densa composta principalmente por dióxido de carbono. Por outro lado, essa atmosfera cria um efeito estufa extremo que torna Vênus o planeta mais quente do Sistema Solar, com temperaturas superficiais em torno de 465°C.

Outra característica intrigante é que Vênus gira no sentido contrário ao da maioria dos outros planetas. Portanto, em Vênus, o Sol nasce no oeste e se põe no leste.

Imagem simulada por computador do hemisfério norte de Vênus, capturada pela sonda NASA Magellan. A superfície do planeta é detalhada, com vastas áreas de terreno rochoso e regiões planas visíveis. A atmosfera densa de Vênus é representada com uma tonalidade amarelada, enquanto o céu ao fundo exibe a opacidade característica do planeta
O planeta Vênus está localizado entre a Terra e Mercúrio, sendo o segundo planeta mais próximo do Sol. Em termos de distância média, ele fica a cerca de 108 milhões de quilômetros do astro-rei

Terra: Nosso Lar Azul

A Terra é o único planeta conhecido que abriga vida. Contudo, o que torna nosso planeta tão especial? A combinação perfeita de água líquida, atmosfera rica em oxigênio e temperatura adequada criou as condições ideais para a vida florescer.

Além disso, a Terra possui um satélite natural, a Lua, que influencia as marés oceânicas e estabiliza o eixo de rotação do planeta. Dessa forma, nosso planeta mantém condições climáticas relativamente estáveis.

Imagem da Terra capturada pela sonda OSIRIS-APEX cerca de nove horas após sua maior aproximação, a aproximadamente 142 mil milhas (228 mil quilômetros) de distância. A Austrália é visível no hemisfério sul. A composição em cores combina seis imagens registradas pela câmera MapCam usando filtros vermelho, verde e azul.
Esta visão da Terra foi registrada cerca de nove horas após a maior aproximação da sonda OSIRIS-APEX, quando ela estava a aproximadamente 142 mil milhas (228 mil quilômetros) de distância e se afastando do planeta. A Austrália aparece em destaque no hemisfério sul. A imagem é uma composição em cores criada a partir de seis capturas da câmera MapCam, parte do conjunto OSIRIS-REx Camera Suite (OCAMS), operado pela Universidade do Arizona. Créditos: NASA/Goddard/University of Arizona.

Marte: O Planeta Vermelho das Possibilidades

Marte fascina cientistas e entusiastas da astronomia há décadas. Conhecido como o “planeta vermelho” devido ao óxido de ferro em sua superfície, Marte possui calotas polares de gelo e evidências de que água líquida pode ter fluído em sua superfície no passado.

De acordo com dados da NASA, missões recentes como o rover Perseverance estão buscando sinais de vida microbiana antiga. Assim, Marte continua sendo um dos principais alvos da exploração espacial.

magem da atmosfera de Marte mostrando a formação e dissipação de nuvens de gelo ao longo de um dia marciano, ajudando a compreender o clima do planeta vermelho.
Entender como as nuvens se formam e se dissipam ao longo de um dia completo em Marte é essencial para aprofundar o conhecimento sobre o clima do planeta vermelho. Essas observações ajudam a refinar modelos atmosféricos e revelam a dinâmica da atmosfera marciana.
Crédito: EMM / UAE Space Agency

Os Gigantes Gasosos: Mundos Colossais do Sistema Solar Exterior

Os quatro planetas externos são gigantes gasosos, compostos principalmente por hidrogênio e hélio. Portanto, eles não possuem uma superfície sólida definida como os planetas rochosos.

Júpiter: O Rei dos Planetas

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, com uma massa superior à de todos os outros planetas combinados. Sua característica mais marcante é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade gigantesca que ocorre há pelo menos 400 anos.

Além disso, Júpiter possui mais de 90 luas conhecidas, sendo Ganimedes a maior delas. Enquanto isso, o planeta continua a nos surpreender com novas descobertas a cada missão espacial.

polos do maior planeta do sistema solar, Júpiter. As auroras foram fotografadas durante uma série de observações em luz ultravioleta distante realizadas pelo Telescópio Espacial Hubble enquanto a sonda espacial Juno da NASA se aproximava e entrava em órbita ao redor de Júpiter em 2016. O objetivo do programa era determinar como as auroras de Júpiter respondem às mudanças nas condições do vento solar, um fluxo de partículas carregadas emitidas pelo Sol. As auroras se formam quando partículas carregadas no espaço ao redor do planeta são aceleradas a altas energias ao longo do campo magnético do planeta. Quando as partículas atingem a atmosfera perto dos polos magnéticos, elas a fazem brilhar como gases em uma luminária fluorescente.
Os polos de Júpiter revelam auroras impressionantes capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 2016. As imagens foram registradas em luz ultravioleta enquanto a sonda Juno se aproximava do planeta, permitindo estudar como as auroras reagem às variações do vento solar. Essas emissões luminosas surgem quando partículas carregadas são aceleradas ao longo do campo magnético joviano e colidem com a atmosfera, produzindo brilho intenso semelhante ao de gases em uma luminária fluorescente.
Crédito:
NASA/ESA/Hubble

Saturno: O Senhor dos Anéis

Saturno é famoso por seu magnífico sistema de anéis, compostos por bilhões de partículas de gelo e rocha. Segundo estudos recentes, esses anéis são tão amplos que poderiam cobrir a distância entre a Terra e a Lua.

Contudo, Saturno não é apenas seus anéis. O planeta possui mais de 80 luas conhecidas, incluindo Titã, que tem uma atmosfera densa e lagos de metano líquido em sua superfície.

O fundo é predominantemente escuro. No centro, há um círculo marrom-alaranjado escuro, rodeado por vários anéis horizontais brancos, espessos e brilhantes. Este é Saturno e seus anéis. Há três pequenos pontos semelhantes a órgãos na imagem — um no canto superior esquerdo do planeta, um diretamente à esquerda e um no canto inferior esquerdo. Eles estão identificados como Dione, Encélado e Tétis. Há uma tonalidade ligeiramente mais escura nos polos norte e sul do planeta. Os anéis que circundam Saturno são em sua maioria largos, com algumas pequenas lacunas isoladas entre os anéis mais largos. No lado direito do planeta, os anéis estão identificados. O anel mais interno e espesso está identificado como "Anel C". Ao lado dele, um anel mais brilhante e largo está identificado como "Anel B". Seguindo para o exterior, uma pequena lacuna escura está identificada como "Divisão de Cassini", antes de outro anel mais espesso identificado como "Anel A". Dentro do "Anel A", uma faixa estreita e tênue está identificada como "Lacuna de Encke". O anel mais externo, mais tênue e mais fino é denominado
Imagem de Saturno e algumas de suas luas, capturada pelo James Webb (NIRCam) em 25 de junho de 2023. Nesta imagem monocromática, o filtro F323N (3,23 mícrons) foi mapeado com tonalidade laranja.
Créditos: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Tiscareno, M. Hedman, M. El Moutamid, M. Showalter, L. Fletcher, H. Hammel; processamento de imagem: J. DePasquale (STScI)

Urano: O Planeta Inclinado

Urano é um gigante gasoso com uma cor azul-esverdeada característica, causada pelo metano em sua atmosfera. Por outro lado, sua característica mais peculiar é seu eixo de rotação extremamente inclinado, fazendo com que o planeta gire praticamente “deitado” em relação ao plano de sua órbita.

Dessa forma, Urano experimenta estações extremas, com cada polo recebendo 42 anos de luz solar contínua seguidos por 42 anos de escuridão completa.

O planeta Urano sobre um fundo preto. Ele aparece azul-claro, com uma grande mancha branca no lado direito. Na borda superior esquerda dessa mancha há um ponto branco brilhante, e outro ponto branco está localizado no lado esquerdo do planeta, na posição das 9 horas. Ao redor de Urano, um sistema de anéis concêntricos se destaca: o anel mais externo é o mais brilhante, enquanto o mais interno é o mais tênue. Diferente dos anéis horizontais de Saturno, os anéis de Urano são verticais, parecendo envolver o planeta.
Imagem ampliada de Urano, capturada pela Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) do Webb em 6 de fevereiro de 2023, mostrando vistas impressionantes dos anéis do planeta. Urano aparece com um tom azulado nesta imagem em cores representativas, criada a partir da combinação de dados de dois filtros (F140M e F300M) em 1,4 e 3,0 mícrons.
Créditos: NASA, ESA, CSA, STScI; Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)

Netuno: O Planeta dos Ventos Supersônicos

Netuno é o planeta mais distante do Sol e possui a cor azul mais intensa entre todos os planetas do Sistema Solar. Assim como Urano, essa coloração é causada pelo metano atmosférico.

Segundo a NASA, Netuno possui os ventos mais rápidos do Sistema Solar, chegando a atingir 2.000 km/h. Além disso, o planeta tem uma grande mancha escura semelhante à de Júpiter, embora menos conhecida.

três quadros, cada um exibindo uma foto capturada por diferentes telescópios espaciais. O primeiro quadro mostra uma imagem de Netuno da sonda Voyager 2, o segundo apresenta uma imagem detalhada do universo pelo Telescópio Hubble, e o terceiro quadro revela uma imagem impressionante de uma nebulosa ou galáxia capturada pelo Telescópio Espacial James Webb, destacando as diferentes capacidades de cada missão em explorar o cosmos.
Três gerações de exploração espacial revelam como nossa visão do universo evoluiu. No primeiro quadro, Netuno aparece registrado pela Voyager 2, mostrando os primeiros detalhes do planeta mais distante.,o Hubble apresenta uma visão profunda do cosmos, responsável por transformar nossa compreensão das galáxias e da própria história do universo. No terceiro, o Telescópio Espacial James Webb revela uma nebulosa ou galáxia em detalhes inéditos, demonstrando o avanço tecnológico que continua abrindo novas janelas para o espaço.

Créditos:
NASA/JPL-Caltech • NASA/ESA/Hubble • NASA/ESA/CSA/James Webb Space Telescope

E Plutão? O Que Aconteceu Com o Nono Planeta?

Plutão foi rebaixado para a categoria de planeta anão em 2006. Contudo, essa decisão não diminui sua importância científica. Ele faz parte do Cinturão de Kuiper, uma região repleta de corpos gelados além de Netuno.

Portanto, além de Plutão, existem outros planetas anões no Sistema Solar, como Ceres, Haumea, Makemake e Éris. Esses objetos nos ajudam a entender melhor a formação e evolução do nosso sistema planetário.

A espaçonave New Horizons da NASA capturou esta imagem em alta resolução e com cores realçadas de Plutão em 14 de julho de 2015. A superfície de Plutão exibe uma variedade notável de cores sutis, realçadas nesta visão para formar um arco-íris de tons azul-claros, amarelos, alaranjados e vermelhos intensos.
A espaçonave New Horizons da NASA capturou esta imagem em alta resolução e com cores realçadas de Plutão em 14 de julho de 2015. A superfície de Plutão exibe uma variedade notável de cores sutis, realçadas nesta visão para formar um arco-íris de tons azul-claros, amarelos, alaranjados e vermelhos intensos.

Qual a Ordem dos Planetas no Sistema Solar?

Para facilitar a memorização, a ordem dos planetas a partir do Sol é: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Assim, uma frase popular para decorar essa sequência é: “Minha Vó Tem Muitas Joias, Só Usa No Pescoço”.

trabalho artístico imagem do sistema solar com rabiscos brancos representando fórmulas matemáticas e desenhos astronômicos, ilustrando conceitos de Astronomia Teórica, com gráficos e equações relacionadas ao estudo do cosmos

Por Que é Importante Conhecer os Planetas do Sistema Solar?

Conhecer os planetas do Sistema Solar vai além da curiosidade. Dessa forma, esse conhecimento nos ajuda a entender nossa própria origem, as condições necessárias para a vida e as possibilidades de exploração futura.

Além disso, estudar outros mundos nos permite comparar condições extremas e processos geológicos que também ocorrem na Terra. Portanto, cada descoberta sobre os planetas nos aproxima de respostas sobre questões fundamentais da existência.

O Universo Está Esperando Por Você

Os oito planetas do Sistema Solar representam apenas uma pequena fração das maravilhas cósmicas que existem no universo. Contudo, cada um desses mundos possui histórias fascinantes e mistérios ainda não desvendados pela ciência.

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FAQ: Perguntas Frequentes Sobre os Planetas do Sistema Solar

Quantos planetas tem o Sistema Solar atualmente?

O Sistema Solar possui oito planetas principais: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Por que Plutão não é mais considerado um planeta?

Plutão foi reclassificado como planeta anão em 2006 porque não atende a todos os critérios da União Astronômica Internacional, especialmente por não ter “limpo” sua órbita de outros objetos.

Qual é o maior planeta do Sistema Solar?

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, possuindo uma massa maior que a de todos os outros planetas combinados.

Qual planeta é mais próximo da Terra?

Vênus é o planeta mais próximo da Terra em termos de distância média, embora Mercúrio possa ocasionalmente ficar mais próximo devido às órbitas elípticas.

Qual planeta possui mais luas?

Saturno é o planeta com o maior número de luas confirmadas, com mais de 140 satélites naturais catalogados.

Existe possibilidade de vida em outros planetas do Sistema Solar?

Marte e algumas luas de Júpiter e Saturno são os principais candidatos para abrigar vida microbiana, devido à presença de água líquida ou ambientes potencialmente habitáveis.

Quanto tempo levaria para visitar todos os planetas?

Uma viagem hipotética visitando todos os planetas levaria décadas, considerando as enormes distâncias envolvidas e as tecnologias atuais de propulsão espacial.

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Fonte: “Solar System Exploration” Publicado em science.nasa.gov