O rover Curiosity acaba de fazer uma descoberta surpreendente na superfície marciana: padrões poligonais misteriosos escondidos em uma cavidade chamada “Monte Grande”. Dessa forma, a NASA adiciona mais uma peça ao quebra-cabeça da história geológica de Marte.
Em 11 de dezembro de 2025, no Sol 4745 (dia marciano 4.745 da missão), o rover capturou imagens fascinantes usando sua câmera MAHLI. Essas estruturas poligonais aparecem como rachaduras geométricas que dividem a rocha em seções perfeitamente organizadas. Além disso, esses padrões podem revelar segredos sobre o passado aquático do Planeta Vermelho.

Credit: NASA/JPL-Caltech/MSSS
O Que São os Polígonos em Marte?
Os polígonos em Marte são formações geométricas que aparecem nas rochas marcianas como uma rede de fraturas interconectadas. Portanto, esses padrões lembram rachaduras na lama seca aqui na Terra. Segundo a cientista planetária Lucy Lim, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, essa descoberta aconteceu por acaso.
A equipe do Curiosity havia visitado a cavidade Monte Grande anteriormente durante a campanha de perfuração “Valle de la Luna”. Contudo, o rover estava posicionado de forma que bloqueava a visão dessas estruturas poligonais. Assim, somente após uma nova aproximação, dessa vez vinda do local de perfuração “Nevado Sajama”, os cientistas conseguiram observar os polígonos pela primeira vez.
Enquanto isso, os pesquisadores notaram algo intrigante: a textura desse bloco rochoso parece mais fragmentada e irregular do que outros blocos poligonais observados anteriormente em Marte. Por outro lado, os padrões geométricos mantêm uma organização surpreendente.

A imagem foi capturada pela câmera MAHLI, localizada no braço robótico do rover, em 11 de dezembro de 2025 (Sol 4745 da missão Mars Science Laboratory).
Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS
A Cavidade Monte Grande e Seus Segredos
A cavidade Monte Grande faz parte de uma estrutura geológica única em Marte, conhecida como “boxwork hollow”. Dessa forma, essas formações são depressões naturais cercadas por elevações rochosas. O Curiosity tem explorado sistematicamente essa região para mapear a transição entre o fundo da cavidade e as cristas ao redor.
De acordo com dados da missão, a equipe científica decidiu retornar à Monte Grande após analisar amostras perfuradas em dois locais diferentes. Assim, os cientistas queriam melhorar suas estatísticas sobre a composição das rochas dentro dessas cavidades. Além disso, eles buscavam imagens de alta resolução das paredes da cavidade que não haviam sido estudadas durante a primeira visita.
Por outro lado, a descoberta dos polígonos mudou completamente os planos da missão. Portanto, a equipe organizou uma série extensiva de observações científicas para documentar essas estruturas em detalhes. Enquanto isso, o rover continuava coletando dados de outras áreas da cavidade.

Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Como o Curiosity Estuda Essas Formações?
O Curiosity utiliza diversos instrumentos científicos avançados para analisar os polígonos em Marte. Primeiramente, a câmera MAHLI (Mars Hand Lens Imager) captura imagens em close-up com resolução microscópica. Dessa forma, os cientistas podem criar modelos tridimensionais das superfícies rochosas.
Além disso, o espectrômetro APXS mede a composição química dos centros dos polígonos e de suas bordas elevadas. Por outro lado, o instrumento ChemCam utiliza um laser para vaporizar pequenas porções de rocha e analisar sua composição. Assim, os pesquisadores conseguem comparar o material que preenche as fraturas com a rocha circundante.
De acordo com o plano científico, a equipe também programou a câmera Mastcam para capturar imagens estéreo das paredes próximas da cavidade. Portanto, essas imagens permitirão compreender melhor a relação entre os polígonos na superfície e as camadas rochosas mais profundas e caóticas visíveis nas partes inferiores do bloco.
Polígonos Marcianos: Evidências de Água Antiga?
Os padrões poligonais em Marte frequentemente indicam a presença de água no passado. Dessa forma, quando sedimentos úmidos secam ou quando o gelo subterrâneo derrete ciclicamente, rachaduras geométricas se formam naturalmente. Portanto, essas estruturas podem ser fósseis de antigos ambientes aquáticos.
Segundo observações anteriores do Curiosity, polígonos similares apareceram recentemente nas unidades sulfatadas em camadas da Cratera Gale. Contudo, essa é a primeira vez que essas formações são documentadas no fundo de uma cavidade boxwork. Assim, essa descoberta levanta novas questões sobre os processos geológicos que moldaram essa região.
Por outro lado, a textura mais fragmentada desse bloco rochoso sugere que processos adicionais podem ter alterado a rocha após a formação dos polígonos. Enquanto isso, os cientistas investigam se o material que preenche as fraturas tem composição diferente das rochas circundantes. Além disso, eles buscam entender como essas estruturas se relacionam com os estratos equivalentes nas paredes da cavidade.
A Jornada Contínua do Curiosity
O rover Curiosity está em Marte desde 2012, explorando a Cratera Gale incansavelmente. Dessa forma, ao longo de mais de 4.700 sóis marcianos, ele tem revolucionado nossa compreensão do Planeta Vermelho. Portanto, cada nova descoberta adiciona detalhes cruciais sobre a história marciana.
Durante sua movimentação entre locais de perfuração, o Curiosity também capturou imagens de material claro recém-exposto onde suas rodas escavaram a rocha. Assim, a equipe aproveitou para analisar essa superfície fresca usando APXS e ChemCam. Além disso, essas medições ajudam a comparar rochas expostas às intempéries com material mais preservado.
De acordo com o planejamento da missão, o rover continuará sua jornada no Sol 4748, aproximando-se das paredes da cavidade para observações ainda mais detalhadas. Enquanto isso, a câmera MARDI documentará o solo sob o rover durante a movimentação. Por fim, a equipe espera realizar ciência de contato direto nas próximas semanas.

Créditos: NASA/JPL-Caltech.
Por Que Essas Descobertas Importam?
Os polígonos em Marte não são apenas formações geológicas curiosas. Portanto, eles representam janelas para o passado planetário. Dessa forma, cada rachadura, cada padrão geométrico conta parte da história de como Marte evoluiu de um mundo potencialmente habitável para o deserto frio e seco que vemos hoje.
Além disso, compreender esses processos ajuda os cientistas a identificar locais promissores para buscar evidências de vida microbiana antiga. Por outro lado, essas pesquisas também informam futuras missões tripuladas, revelando recursos potencialmente utilizáveis como água congelada no subsolo.
Segundo a abordagem sistemática da equipe científica, o mapeamento completo da transição entre cavidade e crista fornecerá dados valiosos sobre a estratigrafia local. Assim, os pesquisadores poderão reconstruir a sequência de eventos geológicos que moldaram essa região fascinante da Cratera Gale.
O Futuro da Exploração Marciana
Enquanto o Curiosity continua sua missão pioneira, outros rovers marcianos também fazem descobertas impressionantes. Dessa forma, a exploração de Marte está mais vibrante do que nunca. Portanto, cada sol traz o potencial de novas revelações sobre nosso vizinho planetário.
Os polígonos recém-descobertos na cavidade Monte Grande exemplificam como surpresas científicas podem surgir mesmo em áreas já visitadas. Por outro lado, isso demonstra a importância de observar o mesmo local de diferentes perspectivas e ângulos. Assim, detalhes cruciais que passaram despercebidos inicialmente podem transformar nossa compreensão.
De acordo com os planos futuros da missão, o Curiosity continuará explorando as formações boxwork e suas características geológicas únicas. Além disso, os dados coletados alimentarão modelos científicos sobre a evolução climática e geológica de Marte ao longo de bilhões de anos.
Conclusão: Desvendando os Mistérios Marcianos
Os padrões poligonais descobertos pelo Curiosity na cavidade Monte Grande adicionam mais profundidade à narrativa fascinante da geologia marciana. Portanto, essas formações geométricas não são apenas belas de se observar — elas são registros preservados de processos antigos que moldaram o Planeta Vermelho.
Será que essas rachaduras poligonais guardam evidências definitivas de água líquida que fluiu pela superfície marciana há bilhões de anos? Enquanto isso, o Curiosity continua sua jornada incansável, revelando segredos escondidos sob a poeira vermelha.
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Perguntas Frequentes
O que são os polígonos descobertos em Marte?
São padrões geométricos de fraturas interconectadas que dividem rochas marcianas em seções organizadas, semelhantes às rachaduras em lama seca observadas na Terra.
Como o Curiosity descobriu essas formações?
Durante uma nova aproximação à cavidade Monte Grande, o rover ficou posicionado de forma que finalmente permitiu visualizar os polígonos, que haviam ficado escondidos em visitas anteriores.
Esses polígonos indicam presença de água em Marte?
Possivelmente sim. Polígonos costumam se formar quando sedimentos úmidos secam ou quando gelo subterrâneo passa por ciclos de congelamento e derretimento, sugerindo ambientes aquáticos antigos.
Onde estão localizados esses polígonos marcianos?
Eles estão na cavidade chamada “Monte Grande”, uma depressão do tipo boxwork hollow localizada na Cratera Gale, região amplamente explorada pelo Curiosity.
Que instrumentos o Curiosity usa para estudar os polígonos?
O rover utiliza a câmera MAHLI para imagens microscópicas, o espectrômetro APXS para análise química e o ChemCam, que usa laser para vaporizar e analisar pequenas porções da rocha.
Por que essa descoberta é importante?
Porque os polígonos fornecem pistas valiosas sobre a história geológica e climática de Marte, incluindo possíveis evidências de água antiga e processos que moldaram o planeta ao longo de bilhões de anos.
O Curiosity já havia visto polígonos similares antes?
Sim. Estruturas semelhantes já haviam sido observadas em unidades sulfatadas da Cratera Gale, mas esta é a primeira vez que aparecem no fundo de uma cavidade do tipo boxwork.
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Fonte: Artigo “Curiosity Blog, Sols 4743-4749: Polygons in the Hollow” Publicado em nasa.gov
