Desde seu lançamento em 1990, o Telescópio Hubble Busca por Exoplanetas e transforma completamente nossa compreensão do universo. Assim, com mais de três décadas revolucionando a astronomia, ele continua fundamental na caça aos mundos distantes. Além disso, suas descobertas recentes em 2024 provaram que mesmo veterano, o Hubble permanece essencial para desvendar os segredos dos planetas além do Sistema Solar.
Atualmente, cientistas já confirmaram mais de 6.000 exoplanetas, segundo dados da NASA divulgados em 2025. Dessa forma, cada nova descoberta nos aproxima da resposta para uma das questões mais antigas: estamos sozinhos no universo?

O Que São Exoplanetas e Por Que Eles Fascinam os Cientistas
Exoplanetas são planetas que orbitam estrelas diferentes do nosso Sol. Portanto, eles podem ter características completamente diferentes dos planetas que conhecemos aqui. Enquanto alguns lembram Júpiter ou Saturno, outros são rochosos e menores que a Terra.
A primeira confirmação aconteceu em 1992, quando astrônomos detectaram planetas orbitando um pulsar. Contudo, a descoberta que realmente mudou tudo veio em 1995, com a identificação do primeiro exoplaneta orbitando uma estrela semelhante ao Sol. Assim, começou uma era dourada de exploração cósmica.
De acordo com estimativas da NASA, cerca de 1 em cada 5 estrelas semelhantes ao Sol possui um planeta do tamanho da Terra na zona habitável. Além disso, isso significa aproximadamente 11 bilhões de mundos potencialmente habitáveis só na Via Láctea!

Como o Telescópio Hubble Detecta Mundos Distantes
Embora o Telescópio Hubble Busca por Exoplanetas não tenha sido projetado originalmente para isso, ele se tornou mestre nessa arte. Dessa forma, a técnica principal utiliza o método do trânsito planetário. Ou seja, quando um planeta passa na frente de sua estrela, observamos uma queda sutil no brilho estelar.
Contudo, o grande diferencial do Hubble vai além da simples detecção. Por outro lado, ele analisa a luz que atravessa a atmosfera planetária durante o trânsito. Assim, elementos químicos presentes na atmosfera deixam impressões espectrais únicas, como digitais químicas que revelam a composição do planeta.
O Hubble observa principalmente em comprimentos de onda ultravioleta e infravermelho próximo. Portanto, ele complementa perfeitamente as descobertas de outros telescópios como Kepler e TESS. Enquanto esses “caçadores” automatizados encontram milhares de candidatos, o Hubble foca em análises detalhadas de alta precisão.
A Descoberta Histórica do Vapor d’Água em GJ 9827d
Em 2024, o Telescópio Hubble alcançou um marco histórico. Segundo pesquisadores do Instituto Max Planck para Astronomia, ele detectou vapor d’água na atmosfera do menor exoplaneta já registrado: o GJ 9827d. Além disso, esse planeta tem apenas o dobro do diâmetro da Terra.
“Essa é a primeira vez que podemos mostrar diretamente que planetas com atmosferas ricas em água podem existir ao redor de outras estrelas”, explicou Björn Benneke da Universidade de Montreal. Dessa forma, essa descoberta representa um passo crucial para entender a diversidade de atmosferas em planetas rochosos.
Localizado a 97 anos-luz da Terra na constelação de Peixes, o GJ 9827d completa uma órbita a cada 6,2 dias. Contudo, apesar da presença de água, ele não seria habitável. Portanto, com temperaturas de 427°C (similares a Vênus), seria um mundo extremamente quente e vaporoso.
Os cientistas propõem duas possibilidades fascinantes para esse planeta. Por um lado, ele pode ter uma atmosfera rica em hidrogênio com traços de vapor d’água. Por outro lado, poderia ser um “mundo aquático”, onde a atmosfera é majoritariamente água após a evaporação do hidrogênio primordial.
O Papel do Hubble na Era dos 6.000 Exoplanetas
A humanidade atingiu um marco impressionante em 2025: mais de 6.000 exoplanetas confirmados. De acordo com dados do NASA Exoplanet Archive, esse número cresce constantemente, com mais de 8.000 candidatos aguardando confirmação. Assim, o Telescópio Hubble Busca por Exoplanetas desempenha papel fundamental nesse processo.
Enquanto missões como TESS e Kepler descobrem novos mundos, o Hubble realiza observações de acompanhamento cruciais. Além disso, ele ajuda a confirmar descobertas e caracterizar atmosferas planetárias em detalhes impossíveis para outros telescópios.
Segundo a NASA, planetas rochosos parecem ser mais comuns no universo do que gigantes gasosos. Contudo, os cientistas descobriram tipos planetários completamente desconhecidos: “Júpiteres quentes” orbitando absurdamente perto de suas estrelas, “super-Terras” maiores que nosso planeta, e até mundos cobertos de lava ou com nuvens de pedras preciosas.
Descobertas Marcantes do Hubble em Exoplanetas
Ao longo dos anos, o Telescópio Hubble revolucionou nossa compreensão desses mundos distantes. Dessa forma, algumas conquistas incluem:
Detecção de Elementos Atmosféricos
O Hubble identificou vapor d’água em diversos gigantes gasosos. Além disso, encontrou sódio, metano e dióxido de carbono em atmosferas exoplanetárias. Portanto, essas “assinaturas químicas” revelam como esses mundos funcionam.
Caracterização de Nuvens e Clima
De acordo com observações recentes, muitos exoplanetas possuem atmosferas complexas. Assim, o Hubble revelou camadas de nuvens, neblinas e até tempestades que influenciam temperaturas e condições climáticas.
Protoplanetary Disks
Além disso, o Hubble foi o primeiro telescópio a resolver discos protoplanetários ao redor de estrelas. Dessa forma, essas observações na Nebulosa de Órion mostraram como planetas nascem de discos de gás e poeira.
Hubble e James Webb: Uma Parceria Poderosa
Com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb em 2021, muitos questionaram o futuro do Hubble. Contudo, os dois trabalham juntos de forma complementar. Enquanto o Webb observa principalmente em infravermelho, o Hubble domina o ultravioleta e luz visível.
Segundo especialistas da NASA, essa combinação permite análises atmosféricas muito mais completas. Por exemplo, enquanto o Hubble detecta vapor d’água, o Webb pode identificar moléculas orgânicas complexas como metano e dióxido de carbono. Assim, juntos eles pintam um quadro completo da composição planetária.
Além disso, o Hubble continua ativo e produtivo após 35 anos. Portanto, ele fornece dados valiosos para validar e aprofundar descobertas do Webb. De fato, essa parceria representa o melhor da ciência colaborativa moderna.
O Futuro da Busca por Mundos Habitáveis
O Telescópio Hubble Busca por Exoplanetas estabeleceu as bases para uma nova era astronômica. Assim, futuras missões como o Nancy Grace Roman Space Telescope e o Habitable Worlds Observatory darão os próximos passos gigantes.
De acordo com projeções da NASA, podemos atingir 10.000 exoplanetas confirmados nos próximos anos. Além disso, a missão chinesa Earth 2.0, prevista para 2028, focará especificamente em planetas do tamanho da Terra. Dessa forma, estaremos cada vez mais próximos de encontrar um verdadeiro “gêmeo da Terra”.
Contudo, o legado do Hubble já está garantido. Por outro lado, suas três décadas de descobertas transformaram completamente nossa visão do cosmos. Portanto, ele não apenas encontrou milhares de mundos incríveis, mas também nos mostrou que planetas são abundantes no universo.

Conclusão
O Telescópio Hubble continua sendo um dos instrumentos mais importantes da astronomia moderna. Dessa forma, desde detectar vapor d’água no menor exoplaneta já observado até contribuir para o marco de 6.000 mundos confirmados, ele permanece essencial. Além disso, trabalhando junto com o James Webb e futuras missões, o Hubble segue nos aproximando da resposta para a pergunta definitiva: existe vida além da Terra?
Portanto, enquanto olhamos para o céu noturno, podemos nos maravilhar sabendo que milhares de mundos nos aguardam para serem explorados. E você, está pronto para continuar essa jornada cósmica conosco?
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FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Hubble e Exoplanetas
O que são exoplanetas e quantos já foram descobertos?
Exoplanetas são planetas que orbitam estrelas diferentes do Sol. Em 2025, já confirmamos mais de 6.000 exoplanetas, com milhares de candidatos aguardando verificação. Estima-se que existam bilhões deles apenas na Via Láctea.Como o Telescópio Hubble detecta exoplanetas?
O Hubble utiliza principalmente o método do trânsito, observando a queda no brilho da estrela quando um planeta passa à sua frente. Além disso, ele analisa a luz filtrada pela atmosfera planetária para identificar moléculas como vapor d’água e metano.Qual foi a descoberta mais importante do Hubble em 2024?
Em 2024, o Hubble detectou vapor d’água no exoplaneta GJ 9827d, o menor planeta já confirmado com essa característica. Com cerca do dobro do tamanho da Terra, ele pode ser um possível “mundo aquático”.O Telescópio Hubble já encontrou evidências de vida extraterrestre?
Não. Até agora, o Hubble não encontrou sinais diretos de vida. No entanto, ele identifica exoplanetas com características promissoras que podem ser estudados mais profundamente por telescópios futuros.Por que o Hubble ainda é importante com o James Webb em operação?
Porque os dois telescópios observam faixas diferentes do espectro. O Hubble é essencial no ultravioleta e na luz visível, enquanto o James Webb atua no infravermelho. Juntos, eles oferecem uma visão mais completa dos exoplanetas.Quantos exoplanetas potencialmente habitáveis já foram encontrados?
Estimativas da NASA indicam que cerca de 1 em cada 5 estrelas semelhantes ao Sol possui um planeta na zona habitável. Isso pode representar aproximadamente 11 bilhões de mundos potencialmente habitáveis na Via Láctea.O que torna um exoplaneta habitável?
Um exoplaneta habitável precisa estar na zona onde a água líquida pode existir. Além disso, deve ter tamanho adequado para manter uma atmosfera, composição rochosa e temperaturas compatíveis com a vida como conhecemos.Indicação de Leitura
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